Journal Information
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 40-41 (December 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 40-41 (December 2018)
EP‐014
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.076
Open Access
COMPARAÇÃO ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DA DENGUE TRADICIONAL (1997) E A CLASSIFICAÇÃO REVISADA (2009): UM ESTUDO RETROSPECTIVO COM 30.670 PACIENTES
Visits
...
Alice Tobal Verro, Natal Santos da Silva, Eduardo A. Undurraga, Maurício Lacerda Nogueira
União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago), São José do Rio Preto, SP, Brasil
Article information
Full Text

Ag. Financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP

N°. Processo: [2013/21719‐3] PARA MLN

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 4 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: À medida que a epidemiologia da dengue foi mudando, houve aumento da produção cientifica sobre o tema. Os especialistas entenderam mais sobre as manifestações clínicas e algumas limitações das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1997 para a classificação da dengue tornaram‐se evidentes; isso levou à revisão dessa classificação e deu origem às diretrizes de 2009da OMS.

Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar as classificações de 1997 e 2009 com o uso de informações clínicas de 30.670 casos de dengue de uma área endêmica brasileira.

Metodologia: O grau de concordância entre as variáveis estudadas foi determinado pelo teste V de Cramer. A regressão logística ordinal, através de modelos estereótipos, foi usada para avaliar o risco de dengue de maior gravidade nas duas classificações e em seguida o coeficiente de correlação tau‐b de Kendall foi usado para identificar o grau de concordância entre as classificações.

Resultado: A concordância entre as variáveis independentes de cada modelo e suas respectivas classificações de gravidade foi muito pobre (V de Cramer<0,2; p<0,001) em ambas as classificações, a exceção foi choque hipotensivo (V de Cramer=1; p<0,001) para a classificação de 1997 e choque hipotensivo (V de Cramer=0,97; p<0,001) para a classificação de 2009 também. Houve uma concordância substancial quando os dois índices de gravidade para ambas as classificações foram comparados (tau‐b de Kendall=0,79; p=0,01). Identificaram‐se mais casos com maior gravidade pela classificação de 2009 do que pela de 1997 (17% com dengue grave vs. 16,1% com síndrome do choque da dengue, respectivamente).

Discussão/conclusão: Conclui‐se que é boa a concordância entre ambas as classificações e que embora os resultados sugiram que a classificação de 2009 tenha melhorado a detecção dos casos de dengue potencialmente mais grave, isso nem sempre pode ser verdade, pois ela pode não representar a heterogeneidade das manifestações clínicas e a epidemiologia da dengue de forma mais ampla e precisa.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools