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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 7 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 7 (December 2018)
OR‐12
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.013
Open Access
DESCOLONIZAÇÃO DE MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES DE BEBÊS NO CONTEXTO DOMICILIAR
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Andressa Midori Sakai, Claudineia Mari Silva, Edilaine Giovanini Rossetto, Jaqueline Dario Capobiango, Kauana Olanda Pereira, Lucy Megumi Lioni, Luis Felipe Perugini, Marcia Regina Eches Perugini, Marta Silva Almeida Salvador, Marsileni Pelisson, Eliana Carolina Vespero, Nathália Andrade Souza, Renata Lima Silva, Sueli Fumie Yamada Ogatta, Thaís Cardoso Sant Ana, Thayla Nicolino Iensue, Gilselena Kerbauy
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
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Ag. Financiadora: CNPQ

N°. Processo: 444646/2014‐0

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 3 ‐ Horário: 15:50‐16:00 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Os recém‐nascidos prematuros são mais vulneráveis à colonização por microrganismos multirresistentes (MOMR) devido à imaturidade dos sistemas imunológico, gastrointestinal e às barreiras da pele. Ainda estão expostos aos fatores extrínsecos da assistência à saúde, tais como os procedimentos invasivos, uso de antimicrobianos de amplo espectro e o contato com os profissionais de saúde. Entretanto, sabe‐se que a colonização por MOMR em neonatos é frequente, porém existe uma lacuna de conhecimento referente ao tempo de descolonização por microrganismo multirresistentes na população neonatal

Objetivo: Analisar o processo de descolonização de microrganismos multirresistentes de neonatos no contexto domiciliar.

Metodologia: Estudo de caso, prospectivo, feito com neonatos internados na Unidade Neonatal de um hospital universitário, de janeiro de 2014 a fevereiro de 2018. No momento da alta, foram feitas coletas de cultura de vigilância. Prosseguiu‐se com seguimento ambulatorial e domiciliar a partir das culturas positivas para MOMR até apresentarem dois exames negativos sucessivos, no qual os neonatos foram considerados descolonizados.

Resultado: No período do estudo, 437 bebês participaram da pesquisa. Desses, houve predomínio do sexo masculino (53,3%), que nasceram de parto cesárea (74,1%), com baixo peso ao nascer (76,4%) e idade gestacional entre 31 a 34 semanas (43,7%). No momento da alta hospitalar 27,0% (118) neonatos apresentaram cultura de vigilância positiva para MOMR e tempo mediano de internação de 21 dias. Dos bebês colonizados na alta, 89,0% (105) usaram antibióticos no momento da internação e 60,9% (266) foram submetidos a procedimentos invasivos, o cateter venoso central foi o procedimento mais frequente (50,5%). Quanto aos MOMR mais prevalentes na cultura de alta, 32,1% (45) foram Klebsiella spp ESBL, seguido de 28,6% (40) Serratia spp ESBL, 12,1% (17) Enterobacter spp ESBL, Escherichia coli 11,4% (16) e Staphylococcus aureus resistente a oxacilina 7,15 (10). Dos 53,3% (63) bebês seguidos prospectivamente no domicílio e no ambulatório, 53 (82,1%) foram descolonizados com mediana de 90 dias após a alta, com tempo máximo para descolonização de 330 dias e o mínimo 30 dias.

Discussão/conclusão: O estudo mostrou que os neonatos são amplamente expostos a terapia microbiana, assim como a procedimentos invasivos, que contribuem para colonização por MOMR. E o tempo de descolonização da maioria dos neonatos foi de até três meses.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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