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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 7-8 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 7-8 (December 2018)
OR‐13
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.014
Open Access
ANÁLISE DAS INFECÇÕES PRIMÁRIAS DE CORRENTE SANGUÍNEA: IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS AO DANO DA BARREIRA MUCOSA VERSUS INFECÇÃO ASSOCIADAS AO CATETER CENTRAL EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO PEDIÁTRICO
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Letícia Maria Marques Marques, Priscila Costa Pimentel Germano, Adriana Maria P. Sousa Silva, Ana Paula Cordeiro Lima, Fabianne Carlesse
Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), Instituto de Oncologia Pediátrica (IOP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 3 ‐ Horário: 16:00‐16:10 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) são importante causa de morbimortalidade em pacientes oncológicos pediátricos. O critério de IPCS associadas ao dano da barreira mucosa (IPCS‐DBM) caracteriza as IPCS em pacientes imunossuprimidos por translocação microbiológica do trato gastrointestinal devido à neutropenia persistente ou episódios diarreicos ou doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) em pacientes transplantados de célula tronco hematopoiética (TCTH) alogênicos, em até sete dias da hemocultura positiva.

Objetivo: Verificar a densidade de incidência (DI) de IPCS associadas ao CVC (IPCS‐CVC) X IPCS‐DBM, descrever os tipos de CVC e a epidemiologia.

Metodologia: Estudo prospectivo observacional feito em hospital referência em oncologia pediátrica de janeiro de 2017 a julho de 2018. Analisadas todas as IPCS‐CVC e IPCS‐DBM notificadas pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. A DI foi feita através do n° de IPCS x 1000/CVC–dia.

Resultado: Foram identificadas 57 IPCS em 48 pacientes e 14.290 CVC‐dia. Das 57 IPCS, 30 (52,6%) foram associados ao DBM e 27 (47,4%) ao CVC, geraram uma DI de 2,1 e 1,9 por mil CVC‐dia, respectivamente. Dentre os micro‐organismos nas IPCS‐DBM (32 agentes), a prevalência foi de bactérias gram‐negativas (BGN) (71,9%‐23/32), os agentes mais comuns foram P. aeruginosa (28,1%‐9/32), E. coli (21,9%‐7/32) e Klebsiella spp. (15,6%‐5/32). Candida spp. e Streptococcus do grupo viridans mantiveram a mesma incidência (12,5%‐4/32). Nas IPCS‐CVC (29) a ocorrência de BGN e gram‐positivas foi a mesma (34,5%‐10/29); 24,1% (7/29) por leveduras e 6,9% (2/29) por Streptococcus do grupo viridans. Destaca‐se o cateter de duplo lúmen (CDL) em 56,7% (17/30) dos casos de IPCS‐DBM e 43,3% (13/30) de CVC totalmente implantável. Nas IPCS‐CVC a prevalência foi de CDL em 59,3% (16/27) dos casos, seguido de 33,3% de CVC totalmente implantável e 3,7% (1/27) de CVC semi‐implantável (PICC e Triplo‐lúmen).

Discussão/conclusão: A importância da aplicação do critério de IPCS‐DBM em oncologia pediátrica e a maior incidência dessas infecções associadas ao dano da barreira mucosa demostram a gravidade dos pacientes com relação ao dano da imunidade inata e a separação dessas incidências permite o SCIH traçar/avaliar as estratégias na redução das IPCS‐CVC consideradas evitáveis. As boas práticas no uso do CVC devem ser mantidas, a fim de minimizar os riscos associados à inserção e manutenção desse dispositivo invasivo.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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