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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 111 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 111 (December 2018)
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.211
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EP-149 ENDOCARDITE INFECCIOSA POR ERYSIPELOTHRYX RHUSIOPATHIAE EM PACIENTE ONCOLÓGICO: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
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Jose Carlos Ignacio Junior, Paulo T.O. Castro, Jorge Luiz Mello Sampaio, Mariana G.R. Galvão, Susana A.S. Viana, Caroline Cataneo Cabrelli, Larissa Belotti Salvador, Aline Esper Zaghi, Valéria Cristina Faustinoni, Jaqueline Estétele Massuco, Fernanda Cristovão Cattaneo, Maria Paula Souza Fiori
Hospital de Amor - Fundação Pio XII, Barretos, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Erysipelothrix rhusiopathiae é um bacilo Gram-positivo, anaeróbio facultativo, imóvel e não-formador de esporos encontrado amplamente na natureza, tendo como hospedeiros diversos animais, principalmente porcos, peixes e aves. Nos seres humanos, ocorre como zoonose ocupacional, transmitida geralmente pelo contato direto com animais colonizados através de traumas cutâneos. As formas invasivas são bastante incomuns e ocorrem sobretudo em imunossuprimidos. No Brasil, há apenas um caso publicado.

Objetivo: Descrever caso de paciente imunossuprimido, sem risco ocupacional, com bacteremia e endocardite infecciosa por E. rhusiopathiae, diagnosticado por método automatizado (VITEK®2, bioMérieux) e confirmado por detecção molecular (PCR).

Metodologia: E.V.A., 63 anos, masculino, viúvo, comerciante, procedente de Nova Xavantina-MT. Em seguimento ambulatorial por CEC metacrônico (orofaringe e esôfago proximal) com radioterapia cervical há 1 ano e quimioterapia há 2 semanas (Paclitaxel e Carboplatina). Admitido na unidade de urgência com quadro de febre, náuseas e vômitos há 2 dias. Ao exame físico, regular estado geral e ausência de lesões cutâneas; FC 94 bpm, FR 18 ipm, PA 100 x 80 mmHg e SpO2 96%. Sem sinais de sepse. Exames: Leucócitos 1500/mm3, Neutrófilos 990/mm3, Linfócitos 240/mm3, Hemoglobina 12,7 g/dL, Plaquetas 155.000/mm3, Ur 70 mg/dL, ALT 71 U/L e Lactato arterial 0,90 mmol/L. Iniciado Cefepima 2 g 8/8 h por hipótese de neutropenia febril, com recuperação de neutrófilos após 48 h. Identificado E. rhusiopathiae em duas amostras de hemocultura por método automatizado (VITEK®2, bioMérieux), confirmado posteriormente por PCR. Antibiograma (Etest e microdiluição) com sensibilidade à penicilina, ceftriaxona, levofloxacino e clindamicina. Realizado Ecocardiograma no 5° dia de internação, com achado de imagem ecodensa em aparelho valvar aórtico (0,9x1,4 cm), compatível com vegetação. Recebeu tratamento com Ceftriaxona 4g/dia e Ampicilina 12g/dia por 6 semanas, evoluindo de forma satisfatória, com hemoculturas seriadas e ecocardiograma de controle sem achados de persistência da infecção.

Discussão/conclusão: Bacteremias por E. rhusiopathiae podem ser associadas com endocardite em até 90% dos casos. As infecções invasivas são eventos raros, com cerca de 100 casos relatados na literatura. Descrevemos um caso de bacteremia por E. rhusiopathiae associada à endocardite infecciosa de valva aórtica em paciente oncológico, situação singular na literatura, que teve excelente evolução clínica com tratamento antimicrobiano.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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