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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 110 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 110 (December 2018)
EP‐148
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.210
Open Access
PNEUMONIA POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À METICILINA COMUNITÁRIO (CA‐MRSA): RELATO DE CASO
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Matheus Cordeiro Marchiotti, Guilherme Almeida Costa, Ricardo Beneti, Alexandre Martins Portelinha
Hospital Regional de Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O Staphylococcus aureus (S. aureus) resistente à meticilina (MRSA) é um grave problema de saúde pública. De acordo com o Center for Control and Disease Prevention, para se classificar uma infecção por S. aureus resistente à meticilina comunitário (CA‐MRSA) é necessário preencher os seguintes critérios: cultura positiva para MRSA colhida no máximo em 48 horas de admissão hospitalar; paciente sem dispositivos hospitalares de longa permanência; não pode haver história prévia de infecção por MRSA; sem passado de hospitalização recente ou residente em casas de saúde.

Objetivo: O presente relato demonstra um caso de pneumonia por S. aureus resistente à meticilina comunitário.

Metodologia: Paciente do sexo masculino, privado de liberdade. Deu entrada com queixa de tosse havia três semanas, acompanhada de febre, perda de peso e hemoptise. Na admissão se encontrava taquipneico, febril, com estertores em base pulmonar bilateral e lesões pustulosas em membro superior esquerdo. Devido à presença de opacidades pulmonares heterogêneas no raios X e leucocitose com desvio à esquerda, foram solicitadas tomografia de tórax, hemocultura e bacterioscopia de escarro e foi introduzido tazocin. A tomografia demonstrou nódulos de dimensões variadas, a maioria com escavação, levantou a hipótese de embolia séptica e foi necessária a sua investigação, foi associada vancomicina. O resultado de três amostras de hemocultura apresentou S. auereus resistente à oxacilina e sensível a outros antibióticos, confirmou o caso como pneumonia por S. aureus resistente à meticilina comunitário. Três dias após a internação foi feito ecocardiograma transtorácico que descartou presença de vegetação, conferiu o foco primário da infecção à presença de furúnculos no braço esquerdo. Após 21 dias de vancomicina e melhoria do quadro clínico e radiológico, recebeu alta hospitalar.

Discussão/conclusão: A infecção por S. aureus resistente à meticilina comunitária é uma entidade rara. O agente etiológico tem característica de ser resistente aos beta‐lactâmicos e sensível às múltiplas classes de antibióticos. Por conta da citocina produzida pela espécie, Panton‐Valentine Leukocidin, que desencadeia destruição leucocitária e necrose tecidual, essas infecções tendem a ter um pior prognóstico. A pneumonia por CA‐MRSA é uma patologia incomum em nosso meio, contudo devemos levar em consideração esse agente etiológico. Este caso revela a importância da identificação do agente etiológico da pneumonia e seus diagnósticos diferenciais.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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