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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 8-9 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 8-9 (December 2018)
OR‐14
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.015
Open Access
EPIDEMIOLOGIA DAS INFECÇÕES EM CESÁREA: AVALIAÇÃO DE 124.093 PARTOS CIRÚGICOS
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Lisia Miglioli‐Galvao, Livio Augusto Andrade Dias, Camila Silva Almeida, Pollyanna Martins da Silva, Vanessa Moreno Fernandes, Bruna Silva Dea, Mariana Crema Tobara, Gisely Pereira Vetuche, Patricia de Sousa Scatigno, Larisse Brilhante Nunes, Larissa Valeska Nascimento Rodrigues, Rosana Richtmann
Hospital e Maternidade Santa Joana, São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: ‐

N°. Processo: 276

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 3 ‐ Horário: 16:10‐16:20 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Infecção do sítio cirúrgico (ISC) em cesárea pode ser uma complicação grave com consequências não desejáveis. Conhecer a epidemiologia dessas infecções é fundamental para promover prevenção e tratamento apropriado.

Objetivo: Descrever a incidência de ISC em cesárea, bem como a etiologia e o perfil de sensibilidade dos agentes isolados.

Metodologia: Estudo epidemiológico retrospectivo, em duas maternidades em São Paulo de 2013 a 2017. Ambos os hospitais seguem o mesmo protocolo de prevenção de ISC em relação à degermação e antissepsia do campo operatório, antibiótico profilaxia cirúrgica e antissepsia cirúrgica das mãos, com mudança dessa última para o sistema waterless em 2015. Faz‐se um sistema de vigilância pós‐alta por e‐mail e ligação telefônica. A definição de ISC segue os critérios do NHSN do CDC.

Resultado: Foram feitas 124.093 cesáreas, com 494 episódios de ISC (taxa global 0,4%), 398 (80,6%) foram superficiais, 49 (9,9%) profundas e 47 (9,5%) órgão/espaço (endometrite). A incidência de ISC não se alterou significativamente no período do estudo. Os agentes etiologicos foram identificados em 242 casos (49%), 112 (46,3%) foram cocos gram‐positivos e 130 (53,7%) bacilos gram‐negativos. Dos cocos gram‐positivos, os Staphylococcus aureus predominaram, com 86 episódios (38% das ISC com agente identificado), com susceptibilidade a oxacilina de 87,2% e clindamicina 77,9%. A Escherichia coli foi o segundo agente mais prevalente, compreendeu 41 eventos (18%), com sensibilidade a ampicilina de 48,8%, cefalotina 70,7% e gentamicina 92,7%. Outros agentes isolados em ordem de prevalência foram: Klebsiella spp. (8,2%), Proteus spp. (6,6%), Enterobacter spp. (6,1%), Pseudomonas aeruginosa (5,7%) e Serratia marcescens (4,9%).

Discussão/conclusão: A incidência de ISC foi menor comparada com dados brasileiros e internacionais. A indicação de parto cirúrgico no nosso meio é muito peculiar e compreende mais de 80% dos partos. A implantação do sistema waterless para antissepsia cirúrgica das mãos não impactou em aumento de incidência de ISC. Na etiologia, alto predomínio de gram‐negativos, baixa sensibilidade da E. coli a ampicilina e alta sensibilidade do S. aureus a oxacilina. A etiologia e a sensibilidade dos agentes devem ser levadas em conta tanto na profilaxia cirúrgica quanto nos tratamentos empíricos das infecções. Ter protocolos de prevenção e vigilância bem consolidados pode explicar o bom desempenho. A grande população estudada pode servir de referência para outras instituições.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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