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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 88-89 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 88-89 (December 2018)
EP‐106
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.168
Open Access
ESPOROTRICOSE DE DIFÍCIL MANEJO EM PACIENTE COM SÍNDROME DISABSORTIVA
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Marli Sasaki, Marcela L.B. Melo Braga, Alexandre Fernandes Adami, Bruno de Castro e Souza, Rosa Maria Barbosa, Augusto Yamaguti, Thais Guimarães, Ricardo Andrade Carmello, Marcelo Miletto Mostardeiro, Durval Alex Gomes Costa, Bianca Pedroso, Natalia Reis Fraga, Renata Leme Ferraz, Joana D. Freitas Alves, João Silva de Mendonça, Ana Therra Manduca Soares, Isaura Azevedo Fasciani
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Esporotricose é uma micose profunda causada pelo fungo Sporothrix schenckii, inoculado na pele através do solo/material orgânico ou mordeduras de animais (principalmente felinos). A forma cutâneo‐linfática (CL) é a mais comum. O diagnóstico é feito por exame direto, histopatológico e cultura do fungo. O tratamento é feito com itraconazol e anfotericina B.

Objetivo: Relatar o caso de esporotricose CL em paciente com antecedente de gastroplastia por bypass gástrico em Y de Roux, com prejuízo da absorção do itraconazol inicialmente prescrito e com mielotoxicidade por anfotericina B. Tratada com terbinafina alternativa com sucesso.

Metodologia: ASM, 48 anos, feminino, antecedente de gastroplastia por bypass gástrico em Y de Roux em 2015. Foi internada no HSPE com lesão única, eritematosa, dolorosa, não pruriginosa em dorso de mão direita, com disseminação ao longo do trajeto de drenagem linfática. Lesão surgiu 15 dias após a arranhadura pelo gato. Apesar do tratamento iniciado com itraconazol 100mg/dia (com doses graduais até 600mg/dia), não houve melhoria. Feita hipótese de síndrome disabsortiva. Usou anfotericina B endovenosa (sete dias de lipossomal e sete dias de complexo lipídico). Biópsia da lesão: dermatite crônica mista com linfócitos, histiócitos e esboço de granuloma; pesquisa de fungos positiva. Cultura para fungo: Sporothrix schenckii. Evoluiu com pancitopenia. Após recuperação medular, iniciada terbinafina 500mg via oral/dia como opção, evoluiu com resolução do quadro após cinco meses de tratamento.

Discussão/conclusão: A forma CL da esporotricose se caracteriza por um nódulo ulcerado geralmente no sítio de inoculação. Dele, se forma um cordão endurecido que segue por um vaso linfático. Ao longo desse cordão outros nódulos são formados e também podem ulcerar, fistulizar ou drenar pus. Neste caso, a absorção do itraconazol foi provavelmente reduzida, já que sua biodisponibilidade oral é de apenas 55% e diminuição da superfície de absorção intestinal decorrente da gastroplastia por bypass em Y de Roux. Evoluiu com mielotoxicidade após uso da anfotericina B por 14 dias e foi tratada com terbinafina com sucesso após cinco meses, já que houve pronta absorção intestinal. A esporotricose é um problema de saúde pública decorrente da ausência de ações de controle, da falta de medicação gratuita para o tratamento e do desconhecimento da população sobre a necessidade de cremação do animal falecido/infectado para evitar a perpetuação da infecção na natureza.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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