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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 89 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 89 (December 2018)
EP‐107
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.169
Open Access
NEUROPARACOCCIDIOIDOMICOSE: UM RELATO DE CASO
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Hugo Pessotti Aborghetti, Júlia de Abreu Teixeira, Rafael Firme Ginelli, Bruno Rocha Moreira, Mariana Scardini Furtado Senna, Rafael Nunes Malta, Ricardo Tristão Sá
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Endêmico na América Latina, sua transmissão ocorre, principalmente, por meio da inalação de conídios aerossolizados no meio ambiente. A doença tem duas formas clínicas principais: aguda/subaguda e crônica. A segunda é a mais frequente, totaliza 74 a 96% dos casos. Quando multifocal, acomete o sistema nervoso central (SNC) em 10% dos casos, déficits motores, alterações cognitivas, emagrecimento, cefaleia e crises convulsivas são manifestações frequentes.

Objetivo: Relatar caso de neuroparacoccidioidomicose (NPCM) em paciente do sexo masculino.

Metodologia: Paciente masculino, 66 anos, ex‐tabagista, ex‐etilista, portador de HAS, havia cinco meses apresentava quadro de desorientação e hemiparesia esquerda. Exame de imagem evidenciou lesões cerebrais bifrontais. Ao ser submetido à biópsia cerebral, foi diagnosticado com paracoccidioidomicose do SNC. Sorologias feitas foram positiva para P. brasiliensis (1:16) e negativas para outros fungos. TC de tórax evidenciou múltiplos pequenos nódulos de permeio relacionados à infecção, predominavam nos terços médios e superiores. À internação, apresentou‐se com abertura ocular ao comando verbal, não verbalizante, respondeu ao comando de apertar a mão direita e com discreto edema periorbitário bilateral. Iniciou‐se terapia com anfotericina B complexo lipídico. O paciente persistiu com bradpsiquismo, desorientação e déficit de força global mais importante em dimídio esquerdo, foi suspenso o tratamento e iniciada dexametasona, conforme orientação do serviço de Neurologia.

Discussão/conclusão: A NPCM compromete o compartimento supratentorial em 67% dos casos, os hemisférios cerebrais são especialmente atingidos. Quando infratentorial, as lesões cerebelares são as mais comuns. Exames de imagem são importantes para o diagnóstico, a RNM é mais sensível do que a TC para visualização de lesões intraparenquimatosas. Achados radiográficos pulmonares podem auxiliar na investigação, já que os pulmões são acometidos em até 80% dos casos. No entanto, a identificação histológica do P. brasilienis é necessária para confirmar o diagnóstico. O exame de líquor e os testes laboratoriais têm valor limitado. Neoplasias, neurotoxoplasmose e neurocisticercose são alguns dos diagnósticos diferenciais. O tratamento farmacológico com anfotericina B, sulfametoxazol‐trimetoprim e fisioterapia faz parte das combinações capazes de recuperar pacientes mais debilitados.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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