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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 75 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 75 (December 2018)
EP‐080
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.142
Open Access
ESQUISTOSSOMOSE NO MUNICÍPIO DE SÃO CARLOS, SÃO PAULO: INVESTIGAÇÃO CLÍNICO‐EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS NOTIFICADOS
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Beatriz Correia da Rocha, Fernanda de Freitas Anibal, Lucimar R. da Silva de Avó, Rafael Luís Luporini, Carlos Fischer de Toledo, Sigrid de Sousa dos Santos, Silvana Gama F. Chachá
Departamentos de Medicina, Universidade Federal São Carlos (UFSCar), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 6 ‐ Horário: 13:58‐14:03 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A esquistossomose envolve fatores de risco socioeconômicos, ambientais, comportamentais, parasitários e vetoriais. Endêmica em 52 países, inclusive o Brasil, principalmente em áreas do Nordeste e Sudeste. Movimentos migratórios e invasão de áreas de risco, sem saneamento básico e água tratada, próximos a córregos, favorecem a doença no Estado de São Paulo. Considerando que houve casos diagnosticados de esquistossomose em São Carlos, onde há áreas potencialmente contaminadas por S. mansoni, torna‐se necessário conhecer os casos notificados.

Objetivo: Estudar o perfil clínico‐epidemiológico de pacientes com esquistossomose mansônica notificados em São Carlos.

Metodologia: Estudo observacional transversal. Inclusos casos notificados de esquistossomose em São Carlos de 01/2005 a 12/2017. Revisadas fichas de notificação e prontúarios do Centro Munícipal de Especialidades de São Carlos. Avaliados data da notificação, idade, sexo, etnia, gestação, escolaridade, procedência atual, bairro, município, estado, zona de moradia, data da investigação dos sintomas, data dos primeiros sintomas, ocupação, contato com coleções hidrícas suspeitas, forma clínica, complicações, exame de fezes por Kato‐Katz e por Hoffman, outros métodos diagnósticos, tratamento, razão de não tratamento, resposta terapêutica, local provável de infestação, relação com o trabalho e evolução. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar.

Resultado: Foram notificados 33 casos de esquistossomose, 21 mulheres, média de 30,6 anos (±12,3); maioria brancos (48%) e pardos (42%); 82% sem ensino médio. Principais ocupações: serviços domésticos (45%) e indústria. Formas clínicas mais encontradas: intestinal (64%) e hepatoesplênica (21%). Em quatro pacientes não foi possível verificar a forma clínica. Foram considerados alóctones 28 casos (85%), dois autóctones (6%) e três indeterminados. Houve contato com coleções hídricas em Alagoas (24%), Bahia (24%), Minas Gerais (18%), Pernambuco (15%), Paraná (3% e Sergipe (3%). Tiveram contato com coleções hidrícas de São Carlos 11 pacientes (33%), principalmente a Represa do 29 (24%) e o Broa (18%). Três pacientes tiveram contato apenas com coleções hídricas de São Carlos. Diagnóstico por método de Lutz em 76% e Kato‐Katz em 21% dos casos. Maioria dos pacientes tratados (82%). Pacientes não tratados tinham menor escolaridade (p<0,01).

Discussão/conclusão: É possível que haja casos de esquistossomose adquiridos em São Carlos, é oportuna a pesquisa de planorbídeos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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