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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐208
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101286
Open Access
HIV NA CIDADE DE CATANDUVA ‐ SP: CAUSA DAS MORTES NO PERÍODO DE 2014 A 2018
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Ricardo Santaella Rosa, Gabrielle Sayuri Yassumoto, Gabriela Sossai Marcomin, Ana Carla Sonoda Matsubar, Beatriz de Mattos Gavio
Centro Universitário Padre Albino (UNIFIPA), Catanduva, SP, Brasil
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Introdução: O HIV, vírus da imunodeficiência humana, já alcançou cerca de 75 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e aproximadamente 35,4 milhões de pessoas infectadas morreram em decorrência da doença. Em 2018, segundo dados do UNAIDS Brasil, 36,5 milhões de adultos eram portadores do vírus, mesmo com uma redução mundial de 45% entre os anos de 2005 e 2015. No Brasil, a aquisição dos antirretrovirais é universal e gratuito, porém pouco mais da metade das pessoas infectadas encontram‐se em uso dos medicamentos de modo regular. O cenário nacional é múltiplo, com regiões do país com mortalidade ainda elevada a despeito das medidas executadas pelos programas regionais e/ou municipais. Como exemplo, temos o município de Catanduva, onde a taxa de mortalidade pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) alcança valores acima da média estadual.

Objetivo: Esse estudo pretendeu levantar o perfil das pessoas vivendo com HIV no município de Catanduva.

Metodologia: A pesquisa tem formato observacional com recorte retrospectivo. Foram utilizados dados de fichas de notificação da doença e dos prontuários médicos de pacientes que foram atendidos no SAE IST/Aids e Hepatites virais de Catanduva e no Hospital Escola Emílio Carlos e que foram a óbito entre os anos 2014 e 2018.

Resultados: Foram levantados dados de 63 óbitos referentes ao período estudado. A taxa de mortalidade por HIV variou de 12,6 a 9,1 por cem mil habitantes, com proporção M/F de 2/1. A mediana de idade foi de 47 anos e cerca de ¾ dos pacientes tinham no máximo ensino fundamental. Perto de metade dos pacientes apresentavam dosagem de CD4 menor que 200 células e carga viral acima de cem mil cópias no momento do diagnóstico. Quase 2/3 dos pacientes tinham 5 anos ou mais de tratamento e em metade dos casos não se encontrou registro de doenças oportunistas. A adesão ao tratamento e ao serviço foi baixa nesses pacientes: 27,0% e 31,7% respectivamente, o que pode explicar as altas taxas de mortalidade.

Discussão/Conclusão: Os resultados do trabalho permitiram a observação de alguns possíveis diagnósticos, na tentativa de explicar essas altas taxas de mortalidade. O diagnóstico tardio da infecção pelo HIV e falha na condução de pacientes em tratamento foram duas hipóteses fortemente pontuadas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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