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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 137-138 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 137-138 (December 2018)
EP‐200
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.262
Open Access
INFARTO ESPLÊNICO ASSOCIADO AO SARCOMA DE KAPOSI, EM PACIENTES COM HIV/AIDS
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Roberta Correia, Juliana Netto
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI‐Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O sarcoma de Kaposi (SK) é a mais frequente neoplasia definidora de Aids e ainda hoje responde por até 25% dos novos diagnósticos de HIV. O KSHV, que pertence à família Gammaherpesviridae, é o agente causal do SK, da doença multicêntrica de Castleman, do linfoma de efusão primária (PEL) e da recentemente descrita síndrome inflamatória por citocinas relacionada ao KSHV (KICS).

Objetivo: Apresentar os casos de quatro pacientes acompanhados no INI‐Fiocruz, uma unidade de referência para o tratamento de SK, que, em algum estágio da doença, evoluíram com infarto esplênico, associação ainda pouco descrita.

Metodologia: Quatro pacientes do sexo masculino, com HIV/Aids, entre 25 e 62 anos, imunodepressão avançada, contagem de CD4 inferior a 250 cels/mm3 e diagnóstico confirmado de SK disseminado. Todos receberam quimioterapia com paclitaxel. Estiveram internados entre 2017 e 2018, devido a descompensação clínica, foram submetidos a tomografia computadorizada abdominal, que revelou lesões hipocaptantes de contraste, com aspecto sugestivo de infarto esplênico. Dois dos pacientes tinham registro de exames anteriores normais, no período de dois meses que precedeu o diagnóstico de infarto esplênico. Todos apresentaram quadro sugestivo de KICS, foram excluídas infecção (todas as culturas negativas) e doença de Castleman. O diagnóstico de KICS foi confirmado para um deles, para o qual foi feita quantificação de carga viral do KSHV no plasma (2400 cps/mL); a dosagem de IL‐6 e IL‐10 também foi marcadamente elevada, respectivamente 4.836pg/ml e 4.065pg/ml. Dois dos pacientes evoluíram com um quadro sugestivo de síndrome hemolítico‐urêmica, que não foi confirmada, e foram a óbito. Não foi encontrada relação temporal com o início do medicamento quimioterápico ou com o uso de antirretrovirais.

Resultado: Não se aplica.

Discussão/conclusão: O SK é responsável por inúmeras alterações sistêmicas de grande importância clínica, algumas potencialmente fatais. Algumas são ainda pouco descritas e seu mecanismo fisiopatológico é desconhecido. O infarto esplênico é uma delas. Precisamos atentar para essa possível complicação, a fim de melhor compreender seus mecanismos fisiopatológicos e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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