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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 141 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 141 (December 2018)
EP‐207
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.269
Open Access
INFECÇÃO PULMONAR POR MICOBACTÉRIA NÃO TUBERCULOSA EM PACIENTE IMUNOCOMPETENTE
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Pedro Rodrigues de Carvalhoa,b, Ana Laura Batista Guimarãesa,b, Jessica Alves Vasseloa,b, Thaísa Bonardia,b, Marcelo Ceneviva Macchionea,b
a Centro Universitário Padre Albino (Unifipa), Catanduva, SP, Brasil
b Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), Catanduva, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As micobactérias não tuberculosas (MNT) são classificadas de acordo com a sua velocidade de crescimento: lenta ou rápida. As micobactérias de crescimento rápido (MCR) podem ser das espécies M. abscessus, M. chelonae e M. fortuitum. O patógeno humano mais importante é o M. abscessus, responsável por 80% dos casos de infecção pulmonar entre as MCR. O diagnóstico de infecção por MCR é importante para distinção de MCR de M. tuberculosis, já que a tuberculose (TB) requer rastreamento de saúde pública e tem tratamento diferente.

Objetivo: Relatar caso clínico de uma paciente imunocompetente portadora de micobacteriose não tuberculosa.

Metodologia: Paciente, 55 anos, enfermeira, procurou atendimento em 06/09/2017, referiu tosse com expectoração mucoide havia um mês, sem hemoptise. Negou febre e emagrecimento. Sem história de imunodeficiência congênita ou adquirida, doença pulmonar de base e procedimentos cirúrgicos recentes. Negou tabagismo. Diante disso, solicitou‐se raios X de tórax, que demonstrou a presença de opacidade heterogênea no lobo superior direito. Foi feita tomografia de tórax, que demonstrou a presença de nódulos acinares e centrolobulares com aspecto de árvore em brotamento, além de lesões escavadas no segmento apical direito. Diante da possibilidade de TB, a paciente foi orientada a coletar escarro para baciloscopia. Durante segunda consulta, mantinha tosse seca e encontrava‐se em bom estado geral. Trouxe o resultado das três baciloscopias solicitadas, todas positivas. Diante desse diagnóstico presuntivo de tuberculose pulmonar, iniciou‐se o tratamento com esquema Ripe enquanto aguardávamos o resultado do PCR e da cultura. Em 18/10/2017, retornou para reavaliação. O resultado do PCR não detectou DNA para M. tuberculosis. As cinco amostras enviadas para cultura foram positivas para MNT. A espécie identificada foi a Micobacteryum abscessus abscessus. Diante disso, solicitou‐se teste de sensibilidade aos antimicrobianos, que evidenciou sensibilidade bacteriana à claritromicina e amicacina, iniciou‐se tratamento.

Discussão/conclusão: Os fatores predisponentes para as infecções pulmonares causadas por MCR incluem feridas cirúrgicas recentes, doença esofágica, malignidade, doença pulmonar subjacente, principalmente bronquiectasias, e doenças reumatológicas. Uma das características clínicas da doença é o acometimento pulmonar bilateral. A paciente, no entanto, não apresentava qualquer dessas condições, evidenciou‐se a particularidade do caso.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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