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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐048
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101126
Open Access
OS TELEFONES CELULARES FAZEM PARTE DA CADEIA DE TRANSMISSÃO DO SARS‐COV‐2 NO HOSPITAL?
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Evelyn Patricia Sanchez Espinoz, Marina Cortes Farrel, Saidy Vasconez Noguei, Anderson Vicente de Paul, Lucy Santos Vilas Bo, Marcelo Park, Cristina Carvalho da Sil, Maria Cássia Mendes-Correa, Anna Sara Shafferman Levi, Silvia Figueiredo Cost
Laboratório de Bacteriologia IMT, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Telefones celulares (TCs) tornaram‐se globalmente uma ferramenta de trabalho, inclusive em hospitais. No entanto, não existem políticas oficiais sobre sua desinfecção. A permanência do SARS‐CoV‐2 em superfícies inertes do ambiente hospitalar foi descrita levantando a preocupação sobre a contaminação cruzada. Embora o SARS‐CoV‐2 tenha sido encontrado em MPs de pacientes com COVID‐19 (3), eles não foram retratados como fonte de transmissão no hospital.

Metodologia: Estudo transversal realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto de um hospital universitário de São Paulo, Brasil. A UTI possui 11 quartos separados para pacientes.

Uma campanha educacional sobre transmissão cruzada e desinfecção de TCs foi realizada. Dez dias após a campanha, coletamos amostras dos TCs. Com isso, um questionário eletrônico foi aplicado quesitonando concepções sobre higiene das mãos e TC. Todos os swabs foram submetidos à RT‐PCR, e apenas as amostras positivas foram submetidas à cultura viral.

Resultados: Cinqüenta PS participaram. Apenas quatro (8%) não acreditavam que o vírus pudesse permanecer nos TCs e um (4%) não acreditava que o vírus pudesse permanecer nas mãos; 98% referiram lavar mais as mãos desde a pandemia.

Foram coletados 51 swabs, dois foram positivos por RT‐PCR para SARS‐CoV‐2 (4%), com Ct de 34 e 36, ambos detectaram o gene E. No entanto, as culturas foram negativas.

Discussão/Conclusão: Neste estudo, embora a maioria dos PSs acreditassem na importância da transmissão cruzada e aumentassem a adesão à higiene das mãos e desinfecção do TC durante a pandemia, identificamos SARS‐CoV‐2 em TCs. Nossos achados sugerem a necessidade de uma política universal nas diretrizes de controle de infecção sobre como cuidar de dispositivos eletrônicos no hospital.

Um estudo de TCs de PS de uma unidade pediátrica encontrou RNA do vírus em 38,5% dos casos; predominantemente norovírus (n=39).

Duas amostras de um capacete de CPAP usado por pacientes COVID‐19, foram positivas pelo RT‐PCR de pacientes com 10 ou mais dias de sintomas e foram positivas apesar do fato de as superfícies serem limpas duas vezes ao dia.

Não está claro qual é o melhor método para coletar o SARS‐CoV‐2 de TCs. Além disso, os Cts encontrados são elevados e podem ser interpretados como de pequena carga viral, embora a amplificação tardia possa ter sido causada pelo congelamento e descongelamento das amostras.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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