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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐295
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101373
Open Access
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA EM SAÚDE EM UTI DE HOSPITAL DE REFERÊNCIA DO CENTRO‐OESTE DE MINAS GERAIS
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Deborah Harmendani Paiva, Gustavo Gontijo Lisboa, Isabella Alves Almeida Machado, Lorrany Alves Silveira, Pollyanna F. Barbosa Lima, Jaqueline Maria Siqueira Ferreira
Universidade Federal de São João del‐Rei (UFSJ), São João del‐Rei, MG, Brasil
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Introdução: As infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS) são definidas como manifestações clínicas de infecções que surgem a partir de 72 horas da admissão em serviços de saúde. Elas são importantes causadoras de morbimortalidade e de altos custos para o sistema de saúde. As principais bactérias causadoras são conhecidas pelo acrônimo ESKAPE (Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Enterobacter sp.).

Objetivo: Estabelecer o perfil epidemiológico das bactérias causadoras de IRAS de um Hospital de referência no Centro‐Oeste de MG, a partir de dados obtidos de prontuários de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no período de novembro de 2017 a maio de 2018.

Metodologia: Estudo descritivo transversal de caráter observacional, realizado a partir da análise de prontuários e resultados de culturas.

Resultados: O total de prontuários avaliados foi de 220, dentre os quais 49,1% correspondiam a pacientes do sexo feminino e 50,9% do sexo masculino. Em relação ao motivo de internação, o mais frequente relacionou‐se às doenças do aparelho circulatório (43,7%). A prevalência de IRAS foi de 13,6%, em uma população cuja idade média era de 69,6 anos. Os sítios de infecção mais frequentes foram o aparelho urinário (37,8%), com predominância das bactérias S. aureus (21,6%) e Escherechia coli (17,7%), seguido da corrente sanguínea (31,1%), cuja bactéria mais implicada foi Staphylococcus epidermidis (33,3%). Já os sítios aparelho respiratório (22,2%) e ponta de cateter (8,9%) tiveram o S. aureus como o principal causador de IRAS.

Discussão/Conclusão: A taxa de IRAS neste estudo foi de 13,6%, a qual se aproxima da taxa encontrada em estudo semelhante (16%). Contudo, prevalência de até 50% foi observada na literatura. Em relação aos microrganismos causadores das IRAS, S. aureus e E. coli, ambas descritas no grupo das ESKAPE, foram as bactérias mais frequentemente implicadas. Tendo em vista a elevada incidência das IRAS e os prejuízos que elas acarretam, este trabalho permitiu apurar a epidemiologia acerca dessas infecções no hospital de estudo, de forma a possibilitar o aprimoramento do manejo dessas infecções. Para tanto, a importância deste tipo de estudo se constitui no traçado de um perfil epidemiológico de IRAS do estabelecimento de saúde, a fim de posteriormente serem estabelecidas medidas preventivas mais eficazes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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