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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 5 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 5 (December 2018)
OR‐08
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.009
Open Access
SURTO DE HEPATITE A EM HOMENS QUE FAZEM SEXO COM HOMENS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, BRASIL, 2017
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Geraldine Madalosso, Gabriela Akemi Kamioka, Nidia Pimenta Bassit, Eliana Izabel Pavanello, Sonia Cristina Zeferino Sousa, Inês Kazue Koizumi, Célia Regina Ciccolo da Silva, Maria Ligia B. Ramos Nerger, José Elisomar Silva de Santana, João Renato Rebello Pinho, Michele Soares Gomes‐Gouvêa, Samira Chuffi, Ana Catharina Seixas San Nastri, Luciana Villas Boas, Paulo Roberto Abrão Ferreira
Divisão de Vigilância Epidemiológica, Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal Saúde de São Paulo (Covisa/SMS/SP), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 16:00‐16:10 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: No Brasil, estudo de prevalência de hepatite A, em 2010, identificou pouco mais de 30% de prevalência para anticorpos protetores na população menor de 19 anos. Em 2014, houve a introdução da vacina contra a hepatite A no calendário nacional básico para crianças de até cinco anos, além de pessoas portadoras de hepatite B, C e infecção pelo HIV. Homens que fazem sexo com homens (HSH) sem infecção pelo HIV não foram contemplados. Entre 2016 e 2017, diversos países da Europa, os Estados Unidos, a Austrália e o Chile apresentaram surtos de hepatite A, caracterizado pela transmissão entre HSH.

Objetivo: Este estudo tem o objetivo de analisar surto semelhante, sem precedentes no Brasil, ocorrido no município de São Paulo.

Metodologia: Estudo comparativo, observacional, longitudinal e de incidência. Foi usado o sistema oficial de notificação (Sinan) e vigilância ativa laboratorial, para elaboração do banco de dados, complementado por meio de instrumento eletrônico.

Resultado: Em 2016, foram registrados 64 casos de hepatite A, 29 (45,3%) masculinos, oito (12,5%) entre 18 e 39 anos, a maioria relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados ou contato pessoa‐pessoa. Em 2017, foi registrado aumento significativo do número de casos a partir de abril (acima da séria histórica), total de 786 casos confirmados. Desses, 692 (88,0%) eram masculinos (p<0,01), 621 (79,0%) tinham entre 18 e 39 anos (p<0,01) e 302 (41,0%) se declararam HSH. Durante o surto ocorreram hospitalizações em 176 (22,4%) casos, quatro (0,5%) evoluíram para transplante hepático e dois (0,25%) para óbito.

Discussão/conclusão: A globalização nos dias atuais permite a disseminação de doenças emergentes e reemergentes. A notificação e investigação do surto identificou a necessidade de ampliação da indicação de vacina hepatite A para HSH na cidade de São Paulo, além de campanhas de esclarecimento sobre prática sexual segura. Os países devem estar em alerta constante para detecção de agravos, com fortalecimento da capacidade de vigilância, resposta e controle de doenças.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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