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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 5-6 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 5-6 (December 2018)
OR‐09
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.010
Open Access
ASPECTOS RELACIONADOS À TRANSFUSÃO DE HEMOCOMPONENTES EM PACIENTES COM FEBRE AMARELA ADMITIDOS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
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Herbert José Fernandes, Renata Eliane de Ávila, Neimy Ramos de Oliveira, Ricardo Luiz Fontes Moreira, Teresa Gamarano Barros, Gerdson Magno Barbosa, Argus Leão Araújo, Tatiane Caldeira Cristina Gomes, Guilherme Lima Castro Silva
Hospital Eduardo de Menezes (HEM), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 16:10‐16:20 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: A febre amarela (FA) é uma doença hemorrágica viral aguda causada por um arbovírus da família Flaviviridae, transmissível através da picada de vetores infectados. Recentemente, surtos da doença voltaram a ocorrer no Brasil. De janeiro de 2017 a junho de 2018, 1.003 casos confirmados de FA foram registrados em Minas Gerais, dos quais 339 morreram. Aspectos relacionados ao manejo clínico dos casos graves e que requerem cuidados intensivos são escassos. Esse hiato é ainda maior na abordagem da coagulopatia com hemotransfusão.

Objetivo: Avaliar os aspectos relacionados à hemotransfusão em pacientes com FA na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Eduardo de Menezes (HEM) em 2017 e 2018.

Metodologia: Série de casos de pacientes adultos com a FA confirmada admitidos na UTI de HEM de janeiro 2017 a junho 2018. Variáveis associadas à coagulopatia e hemotransfusões na UTI foram relacionados à ocorrência ou não de óbito na UTI, num momento inicial pela análise univariada, seguida de regressão logística (Método de Cox). O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do HEM.

Resultado: No período do estudo, 296 pacientes com FA confirmada foram admitidos no HEM, desses 114 foram incluídos na análise do estudo. A idade média foi de 47,7 anos. A maioria era masculina (92,1%) e 70,2% eram pardos. As transfusões de sangue foram feitas em 84 (73,7%) pacientes, o plasma fresco congelado (PFC) foi o hemocomponente mais transfundido (67,5%). Na análise univariada, hemotransfusão, principalmente de PFC, foi associada à mortalidade, apesar de não ter permanecido no modelo final da análise multivariada.

Discussão/conclusão: Embora não existam dados que apoiem a correção preventiva da coagulopatia nesse contexto, a prática é quase universal. Em nosso estudo, as hemotransfusões foram uma conduta empírica, com base nas alterações de RNI. Na ausência de hemorragias clinicamente significativas, não se demonstrou que a administração profilática de PFC diminuiu o risco de hemorragia ou melhorou desfecho. O risco de sangramento significativo não é evitado, a tendência do RNI como marcador de prognóstico é alterada, além de poder aumentar pressão venosa, exacerba a chance de sangramento e hipertensão intracraniana. A mesma interpretação pode ser feita em relação à transfusão de crioprecipitado. De acordo com a literatura, hemotransfusão foi associada à mortalidade em nossa série. Esses resultados foram piores com o PFC.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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