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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 138-139 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 138-139 (December 2018)
EP‐202
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.264
Open Access
TRATAMENTO DE CRIPTOCOCOSE DISSEMINADA COM ANFOTERICINA LIPOSSOMAL EM GESTANTE COM INFECÇÃO PELO HIV
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Aline Carralas Leão, Maria Silvia Biagioni Santos, Ariane de Castro Coelho, Daniela Vinhas Bertolini, Diego Oliveira Teixeira, Lisa Yoshioka, Sidnei Rana Pimentel, Sofia Luz Antonorsi, José Ernesto Vidal
Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 13:58‐14:03 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O manejo da criptocococose na gestante com HIV é desafiador, se considermos a escassez de estudos nessa população, as características farmacocinéticas dos antifúngicos e seus potenciais teratogênicos.

Objetivo: Relatar um caso de criptococose em gestante com HIV.

Metodologia: Gestante de 16 semanas, 20 anos, admitida com queixa de cefaleia. Diagnóstico recente de HIV/Aids, em uso de Lamivudina + Tenofovir + Efavirenz havia 23 dias. Exames: líquor: uma célula, proteína 15mg/dl, glicose 53mg/dl, látex para Cryptococcus e tinta da China positivos; exame sérico pelo método ensaio de fluxo lateral para detecção do antígeno criptocócico (LFA CrAg) positivo; culturas (líquor, urina e sangue periférico) crescimento de C. neoformans; ressonância magnética de encéfalo: normal; CD4 13 cels/mm3 ‐ CV HIV 683 cópias. Iniciado tratamento com Anfotericina B Lipossomal (AmBL) 4mg/kg/dia e 5 Flucitosina (5‐FC) 100mg kg/dia. Efavirenz foi substituído por Raltegravir. Após início do tratamento, a paciente evoluiu com resolução da cefaleia e não apresentou complicações, como hipertensão intracraniana ou insuficiência renal aguda. Recebeu 90 dias de AmBL e 14 dias de 5‐FC. Modificada terapia para Fluconazol 400mg/dia com 29 semanas. USG obstétrico (30 semanas) sem alterações. Criança exposta nascida a termo, parto vaginal. Até o momento encontra‐se assintomática, com desenvolvimento adequado. Tem duas cargas virais para HIV negativas. A paciente continua em uso regular de antirretrovirais. Evolui com carga viral indetectável e melhoria dos valores de CD4. Não apresentou recidiva de criptococose nem clínica compatível com síndrome inflamatória de reconstituição imune após o parto.

Discussão/conclusão: Dados sobre criptococose em gestantes são limitados. Segundo estudo recente, até o momento existem 50 casos descritos, nove em gestantes com HIV. Uma revisão sobre uso de antifúngicos na gestação analisou os medicamentos disponíveis e as evidências de segurança em relação à toxicidade. A Anfotericina B é o mais seguro para tratamento de criptococose na gestação, único classificado como categoria B pelo FDA. Neste caso, a paciente fez uso por mais de 12 semanas de AmBL, com boa resposta, sem complicações e sem recidiva da doença. Apesar da exposição ao Fluconazol no terceiro trimestre de gestação, a criança não apresentou malformações associadas ao uso desse medicamento. A partir do caso relatado com desfecho favorável, sugerimos o tratamento prolongado com AmBL por apresentar maior segurança.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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