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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 113-114 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 113-114 (December 2018)
EP‐154
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.216
Open Access
JOVENS QUE VIVEM COM HIV DESDE A INFÂNCIA: FATORES ASSOCIADOS AO PIOR CONTROLE DO HIV NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO PARA O CUIDADO DE ADULTOS
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Angela Carvalho Freitas, Vivian Iida Avelino‐Silva, Eliana Battaggia Gutierrez, Giuliana S. Durigon, Maria Fernanda Badue Pereira, Heloisa Souza Marques, Aluisio Cotrim Segurado
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 1 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: No início dos anos 2000, pacientes que vivem com HIV desde a infância iniciaram a transferência de cuidado pediátrico para o de adultos no Brasil. Pouco há descrito sobre desfechos clínicos desfavoráveis no período da transição entre os serviços para esse grupo de pacientes com diversas complexidades em seu tratamento.

Objetivo: Investigar fatores associados à viremia por HIV e ao número de células CD4+ desses jovens durante os dois últimos anos no serviço pediátrico e os dois primeiros anos no serviço de adultos (período de transição).

Metodologia: Estudo de coorte retrospectiva com inclusão de todos os jovens transferidos do serviço pediátrico e que foram atendidos em ao menos uma consulta médica no serviço de adultos. Foram feitas análises de regressão linear univariada e multivariada com uso de modelos mistos, com definição das variáveis de ajuste através do uso de Direct Acyclic Graphs (DAG) e assumidos erro padrão robusto e erro alfa bicaudal de 0,05.

Resultado: Foram incluídos 41 jovens com mediana de 19 anos, 95% infectados por transmissão vertical, 51% órfãos, escolaridade mediana de 12 anos, 54% mulheres e 73% de cor branca. Durante o período da transição a adesão inadequada (aferida por registro de prontuário, retirada de medicamentos antirretrovirais na farmácia ou falta em consultas) foi superior a 70% em ambos os serviços. A viremia por HIV mediana teve redução progressiva (3,72 para 1,95 log10 cópias/ml) e a mediana do número de células CD4+ elevou‐se no fim do seguimento (289 para 376 cel/mm3). A incidência de adoecimentos relacionados à Aids foi de 16,5/100 jovens‐ano e de hospitalizações foi de 10,5/100 jovens‐ano. Identificou‐se associação entre viremia por HIV e menor nadir de células CD4+, uso de maior número de esquemas ARV na pediatria e adesão inadequada ao tratamento. Menor número de células CD4+ foi associado a menor nadir de células CD4+, adesão inadequada, maior carga viral do HIV, uso do Efavirenz e a não ter o estudo como ocupação exclusiva.

Discussão/conclusão: Durante a transição do cuidado pediátrico para o de adultos houve alto percentual de jovens com viremia detectada e sem a restauração adequada da imunidade. O uso do Efavirenz deve ser avaliado com cautela durante esse período e as equipes devem atentar para a rede de apoio social dos jovens, além de ter atenção redobrada com os jovens com histórico de baixo nadir de células CD4+, adesão inadequada e baixo número de células CD4+.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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